Resiliência dos Ativos Brasileiros em um Ambiente Desafiador | Perspectivas Novembro/24
- Paulo Saad

- 1 de nov. de 2024
- 1 min de leitura

Outubro foi desafiador para os ativos globais e brasileiros. Globalmente, os mercados mantiveram o foco nos dados econômicos, concentrando-se mais nas questões do mercado de trabalho do que na inflação. Os indicadores apontam para uma economia americana resiliente; no entanto, dados robustos do mercado de trabalho e discursos mais duros do Fed consolidaram a visão de um corte de juros mais moderado na reunião de novembro
.
No Brasil, a política fiscal e preocupações com questões parafiscais dominaram as discussões. Isso levou a uma ampliação da curva de juros e a uma desvalorização do real, que está próximo de R$ 5,80.
Surpreendentemente, as ações brasileiras têm se mantido relativamente estáveis em relação aos juros e ao câmbio. Em 2024, o real perdeu 16% de valor em comparação ao dólar, uma das piores performances globais. As taxas reais de juros de longo prazo aumentaram de 5,5% para quase 7%, enquanto o Ibovespa caiu apenas 3%, mantendo-se em torno de 130 mil pontos.
Os analistas da XP mantêm o valor justo do Ibovespa em 150.000 pontos para os próximos doze meses.
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